quinta-feira, 31 de julho de 2025

 

ansiedades internéticas
consumindo o dia a dia
a mensagem que não chega
o sonho se reinicia.
Vontades virtuais
quem sabe até reais
presas nestas redes
que dizem ser sociais.
O toque pelo aplicativo
o dedo te desliza
pra um lado ou pro outro
você já esta morto.

terça-feira, 15 de julho de 2025

Eu tento, esquento

aumento, escarro,

invento maneiras

estendo bobeiras

só pra encontrar

a palavra certa 

pra você queimar. 

quinta-feira, 3 de julho de 2025



 Sua boca, seu toque, seu rosto, colado no meu. 

A fumaça, os cigarros, as mãos a se esquentar.

O frio dessa cidade e um boteco pra gente sonhar. 

Sua boca, seu toque, sempre a me lambuzar. 



sexta-feira, 30 de maio de 2025


O toque inseguro
de quem sempre perdeu
na insensata existência
tentou e em nada deu.
Os amores ainda fracassam
em tantos beijos sem graça
e gracejos sem brasa.
Apagados pelos erros passados,
pela suspeita já assinada
confirmada nem contestada.
.
E chegam as noites frias
onde ainda te encontro
nessa existência fina
que é minha insistência ardente
seja em um boteco nojento
ou em qualquer apartamento.
Queria ser seu desejo,
ser convidado pra entrar,
e não fugir antes do dia chegar. 

terça-feira, 27 de maio de 2025

Quem sabe?

Acordei pensando se ainda tinha algo o que fazer? Será mesmo que o erro tinha sido tão grande? Minha cabeça tentava dizer que sim, mas eu já estava mais relaxado. Lembranças de um quarto clandestino, de coisas que não devem acontecer. Quantas drogas foram usadas alí? Será que aquela portinha maldita no meio da cidade alguma vez foi palco para o amor? Nada disso me importa, caminho pro trabalho, cansado, me sentindo velho, cansado, ouvindo vozes na rua. O que está pensando? Será que isso foi importante?

Outro dia, nada muda, sua imagem me persegue, nua.

Penso em seus toques, em nossos enganos, nos conhecemos a tantas vidas, porque demoramos tanto? Culpas por costumes que nem tenho me perseguem. Vejo um homem cair na rua, um pobre bebado. Vejo você caminhando na rua, outra ilusão.

E não vou te incomodar, além de que em pensamento. Não vou me declarar, nem buscar algum sossego. Nós somos muito iguais, criados no caos, inimigos dos términos e dos ricos. Poderia ser algo bom, deveria ser esquisito, mas foi só prazer em suplícios. 

Quem sabe ainda te vejo sem roupa, em algum quarto menos acabado, quem sabe teu gozo em minha boca, quem sabe?