Acordei pensando se ainda tinha algo o que fazer? Será mesmo que o erro tinha sido tão grande? Minha cabeça tentava dizer que sim, mas eu já estava mais relaxado. Lembranças de um quarto clandestino, de coisas que não devem acontecer. Quantas drogas foram usadas alí? Será que aquela portinha maldita no meio da cidade alguma vez foi palco para o amor? Nada disso me importa, caminho pro trabalho, cansado, me sentindo velho, cansado, ouvindo vozes na rua. O que está pensando? Será que isso foi importante?
Outro dia, nada muda, sua imagem me persegue, nua.
Penso em seus toques, em nossos enganos, nos conhecemos a tantas vidas, porque demoramos tanto? Culpas por costumes que nem tenho me perseguem. Vejo um homem cair na rua, um pobre bebado. Vejo você caminhando na rua, outra ilusão.
E não vou te incomodar, além de que em pensamento. Não vou me declarar, nem buscar algum sossego. Nós somos muito iguais, criados no caos, inimigos dos términos e dos ricos. Poderia ser algo bom, deveria ser esquisito, mas foi só prazer em suplícios.
E não vou te incomodar, além de que em pensamento. Não vou me declarar, nem buscar algum sossego. Nós somos muito iguais, criados no caos, inimigos dos términos e dos ricos. Poderia ser algo bom, deveria ser esquisito, mas foi só prazer em suplícios.
Quem sabe ainda te vejo sem roupa, em algum quarto menos acabado, quem sabe teu gozo em minha boca, quem sabe?
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