sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sobre manhãs e calçadas.

O sol me acerta com seus raios em uma manhã embriagada e arrastada. A calçada estrábica dessa cidade incerta me da ânsia. Dou passos calmos e imprecisos, busco seu sonho em meu interno. Escrevo com as nuvens que se formam histórias mais belas, antes que a tempestade nos afogue em um mar de bitucas. Escuto tantos males, infernos que queimam em todos, levianos pensamentos universais que grudam como cola em meus sapatos, pelo menos preso não há riscos de torcer o pé. Creio que nesta cidade melhor seria nascer aranha, cheio de olhos e com oito patas para equilibrar. As paredes pichadas são mais retas. Duro seria fugir das chineladas. talvez seja sorte mesmo ficar colado. Os riscos de morte estão cada vez mais altos, é bala perdida, pinha caída e tropeço na esquina. Um som toca em algum lugar, um chiado moderno chamado música por algum entendidinho. Nada muda, longe ou perto, somos sempre os mesmos, imperfeitos e bonitos em toda incerteza.


Eric Laffitte Gaidus

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